A zona ao redor da Pena — e toda a zona dos Penedos de Góis — é um local com uma fantástica biodiversidade. Trata-se de um território de montanha, no coração da Rede Natura 2000 — Sítio da Serra da Lousã —, atravessado pela ribeira da Pena, um afluente do rio Ceira, e que alberga um grande número de vertebrados e plantas.
Fauna
Com hábitos solitários e noturnos, pode-se ver com alguma sorte a raposa, a doninha, o gineto, a salamandra e a lontra. Já com mais facilidade se pode avistar o coelho, a lebre, o esquilo, o javali, o veado, a rã e o sapo. No céu, observam-se com facilidade a águia, o milhafre e uma variedade imensa de aves, bem como inúmeras espécies de insetos, como borboletas e libelinhas.
De noite, escutamos o cantar da coruja-das-torres e dos mochos e, na altura da brama (setembro/outubro), o dos veados que foram reintroduzidos na Serra da Lousã na década de 1990, no âmbito de um projeto gerido pela Universidade de Aveiro. A sua população tem aumentado a bom ritmo, ao ponto de já constituírem um grande atrativo turístico na região.
Flora
A floresta foi outrora dominada por espécies autóctones, destacando-se o castanheiro, o carvalho, o sobreiro, o azevinho e a urze, notando-se ainda a presença de algumas espécies cultivadas, como a cerejeira. Atualmente, existe uma grande presença do pinheiro-bravo e de espécies exóticas e invasoras, como o eucalipto e as mimosas. Ainda assim, a cor predominante é o verde-claro dos castanheiros, mantendo a essência única desta região montanhosa atravessada pela ribeira da Pena.